Grupo Folclórico Da Casa Do Povo de Creixomil – Guimarães

Creixomil, a milenária freguesia do concelho de Guimarães, tem tradições seculares que não abandonou ao longo da sua história. O folclore, é uma tradição antiga das gentes de Creixomil que a Casa do Povo, Associação Cultural e Recreativa da freguesia, em 1986, reacendeu com a formação do grupo folclórico infantil que desde então tem desenvolvido trabalhos de pesquisa sobre danças e cantares da sua terras, à qual tem representado muito honradamente de norte a sul do país, bem como além fronteiras, actuando em festas, romarias e festivais folclóricos. Em Setembro de 2003 gravou o seu próprio CD que foi amplamente divulgado.

 

 

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Creixomil, organiza anualmente o seu festival folclórico, que já vai na XXIV edição. Nos últimos anos este evento tem sido realizado no mês de Abril integrado nas festividades em honra de Nossa Senhora da Luz.

 

É organizador da Ceia de Natal para toda a instituição e de encontros de Reizadas, que se realizam no ultimo Domingo de Janeiro, para além de levar os cantares dos reis a casa de amigos e benfeitores deste Grupo Folclórico e da Casa do povo, mantendo assim viva esta tradição tão característica das gentes de Creixomil.

O Grupo Folclórico da Casa do povo de Creixomil é composto por 45 elementos, sendo 22 elementos parte integrante de tocata que é constituída por concertinas, cavaquinhos, viola braguesa, violão, ferrinhos, tambor, flauta e coro. Os restantes são dançadores.

 

De entre o grupo de danças exibidas, como “A Chula Batida”, “O Sapatinho”, “O Vira de Cruz”, “O Vira de Roda”, “ O Regadinho”, “A Tirana”, destaca-se “O Velho”. Esta dança antiquíssima é conhecida em diversas regiões do Norte, mas em Guimarães, tem uma expressão que a torna inconfundível. Esta dança, conjuntamente com a Vareira Descansada, são os dois expoentes máximos do folclore local. É uma dança de pares de quatro, característica das danças da serra, traduzindo com fidelidade e pujança da juventude irrequieta e inconsciente da sua vitalidade…para no momento seguinte, enquanto as raparigas rodopiando e trespassando vertiginosamente, os rapazes nos mostram, com rigor coreográfico a velhice decrépita, que tenta imitar, aos saltos, a dança louca e vigorosa da mocidade. É uma dança ritual – fálica. A letra é constituída por quadras soltas e vamos registar algumas que propositadamente escolhemos por se referirem de um modo ou outro ao Velho.

 

 

 

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